• Imagem cabeçalho site do DTEC

Notícias

01/07/2017 11:07

Cisterna-telhadão é desenvolvida com a colaboração do Departamento de Tecnologia da UEFS

Um tipo de cisterna diferente vem sendo construído pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC). Consiste num telhado de 200m2, basicamente feito com vigas de madeira e telha de fibrocimento, mas com pilares de madeira ou de concreto armado, a depender da disponibilidade da região. O telhado tem a vantagem de agregar às associações comunitárias espaço adicional para desenvolvimento de outras atividades agrícolas, como galinheiros, ou mesmo servir como sede da Associação para atividades sociais.

Segundo o engenheiro civil e professor Paulo Roberto Lopes Lima, o desenvolvimento da cisterna-telhadão é resultado da parceria entre o Departamento de Tecnologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e a ASA. A partir da realização da Oficina de Cisterna Telhadão do P1+2, no mês de fevereiro em Recife (PE), com a participação de representantes de Entidades de cinco estados (Pernambuco, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí), a nova tecnologia foi concebida.

A construção de uma cisterna piloto foi realizada na comunidade de Bastião, no município de Retirolândia (BA), entre os dias 23 e 28 de maio, com a presença da ASA e cisterneiros de diversos estados e com a colaboração da Uefs. A primeira cisterna-telhadão foi construída em regime de mutirão com a participação de membros da comunidade local. Ao longo do processo construtivo, foi realizada uma grande troca de experiências entre os envolvidos com o objetivo de ajustar o projeto concebido à realidade de cada região que irá receber a nova cisterna. 

Dentro desta primeira fase serão construídas 15 cisternas em 5 estados diferentes. Um outro diferencial desta cisterna , com relação ás demais cisternas de produção, é a instalação de um sistema de desvio de primeiro fluxo de água da chuva, testado atualmente em cisternas pilotos da UEFS pelo aluno de doutorado Alan Garcia, que permitirá a sedimentação das impurezas depositadas no telhado, durante o processo de estiagem, e resultará em uma melhor qualidade da água da chuva armazenada.

O semiárido brasileiro passou ao longo de sua história por vários períodos de estiagem que foram responsáveis por grande emigrações populacionais e pela desertificação de parte do seu território. Nos últimos anos, no entanto, a implementação de tecnologias para captação e armazenamento de água da chuva tem mudado essa realidade e permitido a manutenção do homem no campo.

O programa Um Milhão de Cisternas desenvolvido pela ASA tem permitido o acesso a água potável para famílias de várias comunidades do Nordeste brasileiro e norte de Minas Gerais, através da construção de cisternas de placas de argamassa de 16 mil litros para armazenamento de água da chuva. Com o objetivo de também viabilizar a manutenção econômica das famílias, outros programas foram criados como o cisterna-calçadão que capta água da chuva através de uma calçada de concreto de 200 m2 e armazena em uma cisterna de 52 mil litros, para produção de pequenas hortas e criação animal.

Fonte: ASCOM/UEFS

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.